O Silêncio dos Rasos

Ei, cê viu isso? Passou batido,
tipo neblina no vidro, sumindo em ruído.
Olhar reto, pose de forte,
mas esse silêncio grita mais que a sorte.

É sempre assim com quem tem alma fraca,
dão ghost, somem, perdem a placa.
Acham que o vácuo os faz crescer,
mas tão pisando onde a areia vai ceder.

Mas qual é a fita? Por que fingir?
O riso torto, o olhar fugir?
Me vê e finge que eu não existo,
como se meu nome apagasse na lista.

É que a verdade mexe, faz tremer,
mostra as máscaras que cês querem esconder.
Preferem o fake, correm do brilho,
do que encarar que perderam o trilho.

Então que fiquem na bolha inflada,
se afoguem na maré da própria cilada.
Eu? Sou trovão, sou brasa, sou rua,
e eles? Só eco — com medo da chuva.

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